Júlia veio trabalhar comigo 2 tardes semana passada e 2 dias inteiros essa semana, e não deu certo, não gostei da experiência. Apesar, dela está comigo, mamando sempre que queria, mas achei a rotina um pouco puxada pra ela, afinal, só tem 5 meses.
Era o telefone q tocava, cliente que chegava, pessoal entrando e saindo da sala, inda ao banco e leva-lá junto comigo... Enfim, não dormiu, não queria ficar no carrinho, não queria o mordedor, só colinho da mamãe e o seu mamex!
Contudo, toda experiencia é válida. ´
Há quem me disse que ela junto de mim era melhor, há quem me disse que ela com a avó era melhor.
Hoje, deixei com a avó paterna, não sei por quanto tempo ela vai tomar conta de Júlia, mandei o marido perguntar. Lá fomos nós, preparei a bolsa com suas coisinhas, e uma sacolinha com as coisinhas de comer: mamadeira, copo de treinamento, chuquinha, colher, pratinho, banana, pêra, lima, peneira, e 60ml de leite materno congelado e 30ml do dia (foi o que saiu em horas juntando as gotinhas), e uma lata de nestogenio... Entreguei nas mãos de Deus e entrei no carro em meio as minhas lágrimas. Afinal, foi o primeiro dia que nos separamos por tanto tempo...
Por volta do meio dia, não aguentei e liguei e ouvi o seu choro desesperador de fundo, e logo minhas lágrimas desceu e o coração ficou minusculo. Respirei, e afirmei: não é só eu quem passa por isso. Vamos sobreviver filha!!
Dez minutos depois liga minha cunhada, dizendo: Rafa, vem logo, Júlia não quis o leite, não quer na mamadeira (ela não pegou até hoje) e nem na colher....
E lá cheguei, ela já estava quietinha e tomando o leite, e quando me viu fez beicinho e danou-se a chorar. Peguei, repeti o beijinho de nariz que dou na sua testa desde a hora q nasceu, e ela parou de chorar... Pronto! Dei o seu mamex! E ficamos ali unidas, como sempre, brincando.
Mas a realidade grita, e eu tinha de vir embora, mesmos sendo empresa familiar, meu senso de responsabilidade não me abandona.
E passei ela pro colo da avó e disse mãe vem te pegar daqui há pouquinho... E saí mais uma vez as lágrimas.
Culpada por não ter leite suficiente para satisfazer a sua necessidade alimentar, culpada por não coloca-la para dormir, e ensina-la novamente a dormir no seu bercinho.
Mas, apesar de toda culpa, entendo que é necessário passarmos por este momento de transição, e como ela não pegou nenhum tipo de leite, vou introduzir papinha salgada no almoço.
Amanhã, repetiremos o processo, vai ser dificil a adaptação, doloroso, mas faz parte da vida, fazer o que??
Enfim, orem por nós, pelo sono de Júlia principalmente, essa é minha preocupação.
Com todo amor do mundo,
Uma mamãe completamente apaixonada pela filha :)